O largo da feira


Quando era miúdo, era habitual juntarmo-nos no (então) Largo da Feira para jogar à bola, andar de bicicleta e outras coisas que nos viessem à cabeça.

Havia também aquela altura em que no quinto ou sexto ano, toda gente tinha um bicho-da-seda e íamos colher folhas das árvores que havia no dito largo.

Não vou aqui “bater” mais nos responsáveis pela remodelação o Largo Juvêncio Figueiredo. Não gosto do resultado e já o disse.

O que se devia procurar agora é formas de aproveitar o espaço e dinamizá-lo, fazer com que [apesar da falta de um espaço verde, das árvores que teimam em não crescer (graças também aos vândalos que não respeitam nada nem ninguém)] os Freixiandenses procurem ali um lugar de convívio e confraternização. Penso que é isso que falta na nossa terra: mais convívio, mais confiança entre as pessoas, mais pontos de união que nos relembrem que somos todos uma grande família.

Era isso que eu gostava de ver simbolizado no largo Juvêncio Figueiredo.

Vem aí a Páscoa


Uma das mais fortes características da Freixianda é a sua arreigada ligação à Igreja e às suas celebrações. Podemos constatá-lo observando a forma como toda a freguesia se revitaliza com a aproximação quer da Páscoa, mas também do Natal e da (agora não tão grande) festa de Setembro - da nossa Padroeira, Nossa Senhora das Candeias.

A verdade é que estas datas permitem que famílias espalhadas por todo o país, e também um pouco por todo o mundo, se reúnam, que amigos de longa data se revejam, animando as ruas com longas conversas à beira do passeio, nos cafés e provocando uma saudável alteração no pacato dia-a-dia dos que por aqui permanecem todo ano.

Para todos os que por esta altura se preparam para viajar até à Freixianda, deixo o meu conselho, que de tanto ser repetido talvez comece a chatear, mas a verdade é que temos de ganhar a batalha dos acidentes rodoviários: redobrem o cuidado na condução e, sobretudo, tenham paciência. À vossa/nossa espera estará a família, amigos, boa comida e bom vinho.

De que é que precisamos mais?

A Freixianda e a Torre da Igreja


Uma das pessoas mais citadas na história da Freixianda é o famoso prof. Estevinha. Sinceramente, não sei muito bem o seu papel na história da freguesia (alguém que me ajude) mas conheço uma frase dele: "A Freixianda nunca há-de crescer mais que a torre da Igreja".

Esta frase pode dar-nos múltiplos motivos de reflexão e variadas interpretações. Para já apraz-me dizer que reflecte uma forma de ver o desenvolvimento que se centrava na construção. Construir, construir, construir! E quanto mais alto, melhor!
Nos dias que correm, desenvolvimento tem sobretudo a ver com qualidade de vida e não precisamos de ter um prédio com 8 andares para podermos afirmar que vivemos numa terra desenvolvida, antes pelo contrário.

Acho também que é importante que tenhamos consciência da avultado investimento que representou, ao longo dos últimos 15 anos, a sucessiva implementação da rede de abastecimento de água canalizada primeiro e do saneamento básico depois. O desenvolvimento tem a ver com isto: infra-estruturas básicas de garante da qualidade de vida!

Depois desta fase, penso que se avizinham anos em que podemos ver outros investimentos. Esperemos que é que sejam feitos com critério e com visão de futuro.

Xafariz




Há quanto tempo não repara nele?


Traça antiga




Bem-vindos




Ainda uma declaração de intenções

Talvez seja um pouco pretencioso da minha parte escrever sobre a Freixianda quando passo mais de 90% do meu tempo em Coimbra. Apesar disso, considero que esse facto não invalida os meus eventuais comentários.

Na semana passada, e estando integrado num grupo de pessoas que anualmente percorre a pé a distância que vai de Coimbra a Fátima, tive oportunidade de olhar de forma renovada para a nossa terra.
Não vou tecer comentários: apenas deixar algumas fotos e mais tarde voltarei a elas. Peço-vos, no entanto que comentem, que registem o que cada imagem vos sugere.

PS: isto ainda não começou a sério. Acho que a disponibilidade dos (para já) dois autores não é muita...