Sem referir o valor, o presidente da Câmara de Ourém levou, à última reunião, mais uma informação sobre facturas de trabalhos não orçamentados, para que esta fosse confirmada pelo seu antecessor e actual vereador na oposição, Vítor Frazão. Explicou Fonseca, tratar-se de «um conjunto de facturas por liquidar apresentadas pelo fornecedor da Câmara Desarfate – Desaterros de Fátima, Lda., reportando-se a trabalhos realizados por indicação dos executivos anteriores». Por falta de conhecimento e de fundamento, a actual maioria levou o assunto a reunião de Câmara, para que fosse obtida confirmação por parte dos vereadores Vítor Frazão e Luís Albuquerque. Vítor Frazão confirmou os trabalhos, afirmando tratar-se de obras que vinham do tempo de David Catarino.
Também o departamento de Obras Municipais confirmou a execução dos trabalhos, contudo não conseguiu confirmar a sua quantidade, o que é agora também confirmado pelo vereador.
Confrontado com as razões porque não foi diligenciado o procedimento legal de contratação, o ex-presidente da autarquia diz que se tratou de «situações urgentes e inadiáveis» afirmando também ter dado instrução aos dirigentes respectivos para que elaborassem a respectiva formalização, em reunião realizada no seu gabinete, à época.
Face à confirmação do vereador Vítor Frazão, a Câmara vai assumir a despesa facturada pela Desarfate.
Mas o vereador manifesta alguma irritação afirmando que «o mandato anterior teve dois períodos de governação» pelo que acusa agora de «quererem imputar-me tudo». Por isso, afirma querer «deixar bem claro que, no dia em que a auditoria seja apresentada publicamente, hei-de encontrar forma de apresentar a percentagem de responsabilidade pessoal». Vai mais longe e afirma que «até tentei inverter a situação» da dívida, apresentando exemplos dessa mesma tentativa.
Variante da Freixianda
Uma situação idêntica foi também levada a esta reunião de Câmara. Trata-se de desaterros da variante da Freixianda, trabalhos que foram também confirmados por Vítor Frazão. O vereador do PSD explicou ainda que «na altura não se fez abertura total da via porque um dos proprietários era emigrante». Após difíceis negociações que obrigaram, inclusivamente, a deslocações a França, conseguiu-se a concordância do proprietário que exigiu estar presente aquando do desaterro. Frazão garante que «foram feitos três orçamentos, optando-se pelo mais barato». No entanto a vereadora Lucília Vieira afirma não ter encontrado qualquer documento e afirma que também não existe nada referente ao assunto na Junta de Freguesia de Freixianda
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1 comentário:
Um comentário, só para dizer que o proprietário emigrante teve sorte e tratamento vip, se compararamos com o tratamento que tiveram os proprietários dos terrenos onde foram feitos os desaterros para a construção da estrada da Várzea do Bispo à Perucha (Estrada Real).
Já ninguém se lembra,talvez apenas os próprios, que nem sequer foram consultados,sendo surpreendidos com as máquinas a entrarem pelos seus terrenos, arrancando árvores e devorando terra com fartura.
Até hoje se matém o prejuízo sem que alguém se tenha preocupado com isso.Qual indemnização qual quê? Como tal aconteceu no tempo da «outra senhora»...daqui lavamos as nossas mãos.
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