Director(a) da Escola EB 2,3 de Freixianda

Está a decorrer o concurso para Director da escola da Freixianda. Há 4 candidatos, todos vêm de fora, porque nenhum deles pertence às escolas do Agrupamento, e entre eles vai ser escolhido o futuro director. A escolha está a cargo de um conjunto de pessoas (Conselho Geral Transitório) como pais de alunos, professores, autarcas, etc.
Para bem dos alunos, espera-se que escolham bem.

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10 comentários:

Carlos Gomes disse...

O restabelecimento da figura do Director de Escola após décadas de alegada "gestão democrática" através da eleição, quantas vezes forçada, de professores para integrarem os conselhos directivos, constitui o exemplo paradigmático que revela o fim de um ciclo político e anuncia o começo de outro. Um tanto à maneira da Revolução francesa que, depois de decapitar o rei, acabou por colocar no trono um imperador com as mesmas perrogativas do monarca absoluto...
Mas, no meio deste processo sobressai um aspecto que me parece incompreensível: porque raio o director de uma escola é escolhido por um conjunto de pessoas nas quais se incluem os pais dos alunos e os autarcas? Conheço pessoalmente uma pessoa que frequenta as "Novas Oportunidades" e fez publicamente alarde de ter participado na eleição de um director de escola e exercer actos de fiscalização apenas porque pertence à associação de pais...

Paula disse...

Os Pais e os Encarregados de Educação devem intervir no Processo Educativo dos seus filhos ou Educandos.
Aos Pais e Encarregados de Educação cabe um papel decisivo na Educação dos seus filhos. É importante que acompanhem regularmente as actividades dos seus Educandos, que os ajudem a desenvolver hábitos de trabalho, que contactem regularmente os Directores de Turma, que colaborem na vida da Escola.
A todos os Pais e Encarregados de Educação assiste o direito de participar no Processo Educativo dos seus filhos, individualmente, enquanto Encarregado de Educação de um aluno de uma determinada Escola ou enquanto Membro de uma Associação de Pais e Encarregados de Educação, através da integração nos seguintes órgãos: Conselho Geral (Transitório) da Escola/Agrupamento, Conselho Pedagógico e Conselho de Turma, em reuniões com o Conselho Executivo/Director para tratar de assuntos relacionados com a vida da Escola.

Todos os Pais e Encarregados de Educação sejam eles licenciados, possuam o 6º ano de escolaridade, ou que estejam a tirar um Curso das Novas Oportunidades devem participar no Processo Educativo dos seus filhos .

Anónimo disse...

"todos vêm de fora"?? Afinal não sou só eu que sou distraída.

Carlos Gomes disse...

Nos últimos anos criou-se a ideia de que toda a gente sabe de tudo e, por conseguinte, também pode decidir sobre tudo. De igual forma, confunde-se diferentes níveis de reponsabilidade, o que em grande medida está na origem da falta de autoridade que existe um pouco em todos os domínios da vida social e não apenas no ensino.
Como se costuma dizer, quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão?
Não admira que por vezes sejam os próprios pais protagonistas de actos lamentáveis que sucedem nas escolas e que por vezes são notíci na comunicação social...
Cabe aos pais e encarregados de educação intervir no processo de educação dos filhos e educandos no seio do agregado familiar e acompanhar os seus estudos. Mas, decidir acerca de quem é mais habilitado para desempenhar as funções de direcção ou eventualmente questionar os processos pedagógicos e outros de natureza técnica só por pura demagogia alimentada por quem produz leis nesse sentido. Se as famílias se interessarem mais pelo trabalho escolar dos seus filhos em vez de transformar as escolas em depósitos de crianças como muitas vezes sucede já terão cumprido a sua missão.
O discurso oficial é muito bonito mas a realidade é bem diferente... toda a gente sabe que as "Novas Oportunidades" constituem uma autêntica farsa que em nada contribui para a valorização profissional e cultural de quem o frequenta. Da mesma forma que as recentes "facilidades" criadas aos alunos na passagem de ano lectivo só vai produzir "incompetentes" e criar mais desemprego. Sob uma capa de aparente "bondade" revela-se o cinismo que apenas vai prejudicar os mais jovens e o próprio país num futuro próximo... os empregos serão ocupados por aqueles que vierem a fazer os seus cursos no estrangeiro!
Concluindo: apesar de ter algum contacto com o meio escolar, honestamente não me sentiria com competência para participar na escolha de um director pelo que jamais o faria!

Anónimo disse...

Se fosse para ir á manifestação de certeza que não era preciso vir ninguém de fora.
E uma ponte ou uma tolerância de ponto,ui ui!

Será que no agrupamento não existe ninguém com capacidade para ocupar o cargo?

Carlos Gomes disse...

Para o anónimo das 10:51, este procedimento trata-se de um concurso e não propriamente de indigitação. Por conseguinte, dada a natureza do procedimento concursal ou seja, tratando-se de um concurso de âmbito nacional, não faz o menor sentido a observação feita de que vêm todos "de fora"... da mesma forma que os professores frequentemente concorrem para escolas distantes da sua área de residência, incluindo para as regiões autónomas!
Em relação ao incumprimento dos deveres, constitui uma atitude que se encontra em todos os sectores profissionais, da mesma forma que em todas elas existem excelentes profissionais e, por esse facto, torna-se injusto estigmatizar qualquer profissão específica. Trata-se de uma retória muito conveniente aos governantes que procuram sempre dividir para reinar, colocando as pessoas umas contra as outras... por aí não vou!

Anabela disse...

Será que não dá mesmo para perceber porque é que se pede a colaboração dos pais e encarregados de educação, assim como a da autarquia no processo que envolve a eleição do futuro director do agrupamento? A escola é uma instituição comunitária que envolve todas as pessoas directa ou indirectamente, pelo que me parece essencial o parecer daqueles com quem o futuro director terá de colaborar diariamente, independentemente do nível socio-cultural dos seus representantes! E já agora, saliento que o conselho geral não se limita a participar na eleição do director. Assim, e para não me cansar muito, convido quem estiver interessado em descobrir quais são os objectivos, âmbito e competências do mesmo, a ler o dec. lei 75/2008.
Se fosse necessário ter um curso superior para conseguir ter opinião própria e sensata, então muitos dos cidadãos não poderiam votar. Só nos faltava agora andar para trás! O povo tem o direito e o dever de opinar, com ou sem as "novas oportunidades" e afins! Será que há quem queira voltar ao absolutismo ou ao fascismo! Por favor deixemos os preconceitos e em vez de criticar que tal acreditar que haja quem queira mesmo fazer alguma coisa!

João Filipe Oliveira disse...

Anónimo: se no Agrupamento não existe ninguém com capacidade para ocupar o cargo? Está a fazer mal a pergunta. Não se trata de capacidade, trata-se de habilitações. O que se exige na lei não é capacidade, são habilitações. Uma coisa e outra nem sempre coincidem. Há gente com habilitações, mas sem capacidade. Há gente com capacidade, mas não tem o diploma.

Por isso, respondo por extenso: com capacidade, evidentemente sim. Com habilitações, também. Com capacidade e com habilitações, também. Com capacidade e sem habilitações, também... Com vontade de remar contra a corrente, isso já é outra história.

João Filipe Oliveira disse...

Isto tudo é para mim ainda muito estranho: reduzem o direito de voto dos professores e funcionários e chamam uma dúzia de representantes de pais de alunos e da autarquia para escolher o director da escola. Porquê? Porque eles estão melhor preparados para fazer a escolha acertada? É isso que a Paula quer dizer quando fala do empenho dos encarregados de educação?

Já estou como o autor, é bom que sim, que escolham bem, para não se continuar a absoluta desorganização que se viveu na escola durante este ano lectivo enquanto lá esteve a Comissão Provisória.

Carlos Gomes disse...

Dar o "parecer" é diferente de escolher os directores... da mesma forma que não nos cabe escolher o Director do Hospital e do centro de Saúde!
Esta lei é meramente demagógica e não costitui mais do que um resíduo do chamado "poder popular" cujo destino o tempo se encarregará de revogar!